A tijolada Universal
Tudo começou quando eu nasci.
Tomei duas palmadas sem fazer nada a ninguém.
E a minha mãe ao invés de me ajudar, ela dizia:
Que lindo, que lindo, que lindo ...
Na minha infância.
Eu brincava de casinha.
Aos meus dez anos de idade.
Me vesti de mulherzinha.
Na minha adolescência.
Eu virei um delinqüente.
Bebia água pura.
E também aguardente.
Até que um dia .
Eu mesmo fiz dezoito.
Ficava só em casa.
Mordendo meus biscoitos.
Todos meus amigos.
Tinham uma mina.
Só eu que ficava .
Comendo gelatina.
Eu sei que estou velho.
E ser velho é um critério.
Daqui a algum tempo.
Já estarei no cemitério.
Estava na avenida.
Vocês não acreditam.
Olhei para o lado.
Vi uma moça bem pelada.
Olhei para o outro, o que vi?
Uma tijolada!
Estou sendo velado.
Sem choro, sem nada.
Não sei se morri.
De infarte ou tijolada..
Ah, esse véio caiu duro.
Cacaiu duro, Cacaiu duro.
Ah, esse véio caiu duro.
Cacaiu duro, Cacaiu duro.
Fui para o inferno.
Após a minha morte.
O diabão me falou:
Vai assombrar o Shopping Norte.
Ah esse véio caiu duro.
Cacaiu duro, Cacaiu duro.
Ah esse véio caiu duro.
Cacaiu duro, Cacaiu duro.
LETRA: ELCIO LIMA, ROBEL ALENCAR, ZÉ DUDA, TUÃN e CELINHO
MÚSICA: ELCIO LIMA.