Mukifo
As paredes eram todas rabiscadas.
O teto era cheio de insetos.
O chão tinha um cheiro insuportável.
As portas caiam aos pedaços.
E as janelas não se abriam.
Tinha dois banheiros, um era de punk, cheio de tranqueira.
E o outro semelhante.
Aos da praça João Mendes.
Aquilo era o muki.
Aquilo era o mukifo.
Algo insuportável.
Parecido com lixo.
Aquilo era o muki.
Aquilo era o mukifo.
Algo insuportável.
Parecido com lixo.
Na cozinha, o teto era gorduroso.
A campainha esfacelada.
E a pia, toda ensebada.
Em baixo dela havia, um conservatório, de lixo, e mictório.
Aquilo era o muki.
Aquilo era o mukifo.
Algo insuportável.
Parecido com lixo.
Aquilo era o muki.
Aquilo era o mukifo.
Algo insuportável.
Parecido com lixo.
Quem, quem podia viver ali.
Quem, quem queria morar ali.
Um lugar todo ensebado.
Mal cheiroso, esfacelado, horrível.
Mas que cherônio.
Mas que cherônio.
De carniça.
Aquilo era o muki.
Aquilo era o mukifo.
Algo insuportável.
Parecido com lixo.
Aquilo era o muki.
Aquilo era o mukifo.
Algo insuportável.
Parecido com lixo.
Aquilo era o muki.
Aquilo era o mukifo.
Algo insuportável.
Parecido com lixo.
Aquilo era o muki.
Aquilo era o mukifo.
Algo insuportável.
Parecido com lixo.
LETRA& MÚSICA: ELCIO LIMA & ROBEL ALENCAR.