Sertanejo

ZÉ CORRÊA

Ribeirão Preto / SP

Músicas

A Chorona
ZÉ CORRÊA
A Colônia
ZÉ CORRÊA
A Matogrossense
ZÉ CORRÊA
A MI BIEN AMADA
ZÉ CORRÊA
A MI NEGRITA
ZÉ CORRÊA
A PICADA (LA PICADA)
ZÉ CORRÊA
A RATOEIRA (LA RATONERA)
ZÉ CORRÊA
AI CHIQUITA
ZÉ CORRÊA
Alavanca
ZÉ CORRÊA
AMÉLIA
ZÉ CORRÊA
Amor Supremo
ZÉ CORRÊA
ARACA-CICO CHÊ SUERTE MITA
ZÉ CORRÊA
AS TRÊS MARIAS
ZÉ CORRÊA
ASSIM É MINHA TERRA
ZÉ CORRÊA
BAJO LA LUNA
ZÉ CORRÊA
BELA VISTA
ZÉ CORRÊA
BENITO SEA
ZÉ CORRÊA
CAMBA CUÁ
ZÉ CORRÊA
CAMPANÁRIO
ZÉ CORRÊA
Campina Verde
ZÉ CORRÊA
CAMPO GRANDE
ZÉ CORRÊA
Cantar da Angola
ZÉ CORRÊA
CELINA
ZÉ CORRÊA
CHAMAMÉ CARINHOSO
ZÉ CORRÊA
Che Paraguay
ZÉ CORRÊA
CHIRICOE
ZÉ CORRÊA
CIDROLÂNDIA, PÉROLA DO PLANALTO
ZÉ CORRÊA
COLORADO RETÁ
ZÉ CORRÊA
CORRENTINITA (RASGUIDO DOBLE)
ZÉ CORRÊA
Don Arthur
ZÉ CORRÊA
DON GUMERCINDO
ZÉ CORRÊA
DON MARCELLO
ZÉ CORRÊA
DON RAMON
ZÉ CORRÊA
Don Tranqui
ZÉ CORRÊA
EL NIÑO PORTORÉNO
ZÉ CORRÊA
EL RANCHO AQUEL
ZÉ CORRÊA
El Sapo (O Sapo)
ZÉ CORRÊA
FANDANGO EM CORUMBÁ
ZÉ CORRÊA
FLÔR DE GUAVIRA
ZÉ CORRÊA
GOSTO TANTO DE VOCÊ
ZÉ CORRÊA
GUIA LOPES DA LAGUNA
ZÉ CORRÊA
GUMERCINDO BARBOSA
ZÉ CORRÊA
HOMENAGEM À BANDEIRANTES
ZÉ CORRÊA
Homenagem a Pedro Gomes
ZÉ CORRÊA
JAMAS TE PODRE OLVIDAR
ZÉ CORRÊA
LAURINHA
ZÉ CORRÊA
LAXINXA
ZÉ CORRÊA
LINDA LOURINHA
ZÉ CORRÊA
LINDA MORENA
ZÉ CORRÊA
MADRE SONADA
ZÉ CORRÊA
Maracaju
ZÉ CORRÊA
MARGARITA BELÉM
ZÉ CORRÊA
MARIA JOSÉ
ZÉ CORRÊA
MATE AMARGO
ZÉ CORRÊA
Mensagem de Amor
ZÉ CORRÊA
MENSU
ZÉ CORRÊA
Mi Ranchito
ZÉ CORRÊA
MI RAROS ANTOJOS
ZÉ CORRÊA
MINHA GRATIDÃO
ZÉ CORRÊA
MINHA LINDA PARAGUAIA
ZÉ CORRÊA
MORENA MI TUPASY
ZÉ CORRÊA
NA MINHA TERRA É ASSIM
ZÉ CORRÊA
NIOAQUE TERRA DE AMOR
ZÉ CORRÊA
NOSSA CASINHA
ZÉ CORRÊA
O AMANHECER
ZÉ CORRÊA
O CAMPESSINO
ZÉ CORRÊA
O CANDIEIRO
ZÉ CORRÊA
O CANGURU
ZÉ CORRÊA
O CHIPANZÉ
ZÉ CORRÊA
O GINETE
ZÉ CORRÊA
O Jacaré
ZÉ CORRÊA
O LOBÃO
ZÉ CORRÊA
O PREÇO DA GLÓRIA
ZÉ CORRÊA
O TATÚ
ZÉ CORRÊA
O TRISTE
ZÉ CORRÊA
Orgulho de Mato Grosso
ZÉ CORRÊA
OROITE
ZÉ CORRÊA
PAGODE NA FAZENDA
ZÉ CORRÊA
PASSO FORMOSO
ZÉ CORRÊA
PENSANDO EM TI
ZÉ CORRÊA
PONTA PORÃ
ZÉ CORRÊA
POY GUEREY
ZÉ CORRÊA
PUERTO ABANDONADO
ZÉ CORRÊA
QUILÔMETRO 11
ZÉ CORRÊA
QUILÔMETRO 4
ZÉ CORRÊA
Rainha da Fronteira
ZÉ CORRÊA
RANCHO LITOREÑO
ZÉ CORRÊA
RIO BRILHANTE
ZÉ CORRÊA
RIO DE LÁGRIMAS
ZÉ CORRÊA
RIO REBELDE
ZÉ CORRÊA
SAUDADE DOS PAGOS
ZÉ CORRÊA
Soled
ZÉ CORRÊA
TEUS OLHOS
ZÉ CORRÊA
Triste Serenata
ZÉ CORRÊA
Triste Suspiro
ZÉ CORRÊA
UMA ROSA PARA VOCÊ
ZÉ CORRÊA
VALSA DO NOSSO CASAMENTO
ZÉ CORRÊA
VIEJO NARANJAL
ZÉ CORRÊA

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Release

Valfridez Corrêa Braz, o Zé Corrêa, nasceu em 28 de outubro de 1945, na Fazenda Torquato, as margens do Rio Urumbeva numa casa de chão batido coberta com folhas de bacuri, na região conhecida como Água Fria, que abrange os municípios de Nioaque e Maracaju. Esta fazenda era propriedade de seus pais, Zeferina Corrêa Braz e Manuel Pereira Braz, ambos gaúchos vindos dos pagos missioneiros do Rio Grande do Sul, nas primeiras décadas do século XX.
Zé Corrêa construiu sua ligação afetiva com Maracaju, tanto pela grande presença de sua família nesta cidade, quanto pelas amizades que cultivou ali desde menino. Registrou em um de seus trabalhos fonográficos esta devoção ao lugar, gravando um chamamé de sua autoria, denominado "Maracaju".
Com oito anos inciou sua aventura musical no acordeon de 80 baixos de seu irmão mais velho, desenvolvendo suas habilidades de acordeonista de maneira auto didata. Quando surgiu subitamente tocando com segurança o acordeon, causou espanto e admiração em todos na sua casa, pois em pouco tempo ja se encontrava executando com maestria os inúmeros chamamés apreciados e requisitados nas festas caseiras de seus famíliares e de amigos.
Durante a adolescência passa um período de três anos na cidade de Santos/SP, onde estudava e trabalhava, mas nunca abandonou o acordeon, e formou com dois amigos campograndenses um trio que sempre se apresentava em eventos e festividades naquela cidade, e inclusive participando nos programas da Rádio FM Guarujá com frequente regularidade, e via de regra, mostrando os chamamés que iriam torná-lo o mais representativo e popular artista deste genêro no Brasil entre as décadas de 60 e 70.
Em 1967, grava seu primeiro disco em parceria com Délio e Delinha, com o título “Gosto Tanto de Você”, na ocasião cria e executa todos os arranjos de acordeon para as doze faixas deste álbum, sendo então o primeiro acordeonista matogrossense a gravar um vinil. Mário Vieira, diretor presidente da gravadora Califórnia se surpreendeu com o talento de Zé Corrêa, e prontamente o convidou para realizar seu primeiro disco solo, intitulado “Acordeonista Orgulho de Mato Grosso”. Este Long Play passou a ser uma referência da nossa música diante do estrondoso sucesso de vendas e público por todo o velho Mato Grosso, fazendo da totalidade das músicas deste disco verdadeiros clássicos do gênero para o nosso cancioneiro popular.
Neste primeiro disco, destacaram-se as músicas "Orgulho de Mato Grosso", "Triste Suspiro", "Campanário", "Orôite", "Dom Gumercindo", "Colorado Retá" e a antológica gravação de "Bela Vista", onde a declamação proferida por Zé Corrêa ficou popularmente conhecida até os dias de hoje.
Em toda sua carreira, gravaria 16 discos e um compacto em homenagem a Campo Grande, todos eles pela gravadora Califórnia, e sempre como artista convidado, vale destacar que os discos de Zé Corrêa foram grandes sucessos de vendagem no Mato Grosso, e também se constituíram em referência para todo o segmento musical do estado, tornando seu inédito estilo de instrumentação ao acordeon um vôo de musicalidade revestido de uma força renovadora sem igual para a tradição musical da nossa terra. Sua técnica consistia em duetar, ou seja, executar a sanfona com a mão direita no teclado e a mão esquerda na baixaria da Todeschini super 8 e esse movimento em permanente ação, dava a impressão ao ouvinte de serem dois instrumentos em perfeita harmonia e equilíbrio tocando o chamamé. Sua capacidade criativa influenciou várias gerações de acordeonistas que o seguiram e seguem, e tornam seu espólio musical fonte constante de estudo e referência artística máxima em termos de chamamé em nosso chão, por que Zé Corrêa foi genialmente capaz de estabelecer os contornos estéticos definitivos que refletem a maneira de sentir e tocar o nosso chamamé.
Percorreu o velho Mato Grosso em todas suas latitudes seja em festas religiosas, exposições agropecuárias, bailantas ou nas incontáveis moagens, nas serras e nos pantanais onde atuava sempre como estrela da nossa cultura. A presença de Zé Corrêa era certeza de grandes acontecimentos, e assim foram orbitando no seu entorno novos talentos musicais, muitos dos quais foram apadrinhados pelo "Rei do Chamamé" e conduzidos por ele para gravar na Califórnia em São Paulo.
Os títulos artísticos recebidos por Zé Corrêa em seus discos, como o "Inimitável", "Ídolo de Mato Grosso", "Rei do Chamamé" e "Acordeonista Orgulho de Mato Grosso", representaram a grandiosidade de sua carreira, pois revelam que uma das maiores gravadoras do Brasil a época, tinha nesse artista verdadeiramente matogrossense uma estratégia vitoriosa de consolidação em um mercado fonográfico ainda inexplorado. O apelo popular da musicalidade de Zé Corrêa lhe garantiu presença superlativa na programação das rádios estaduais, assim o sentimento de suas melodias embalou o romance de jovens namorados, as churrasqueadas regadas a mate amargo ou tereré, os bailes de chão batido com tiro e sapukay que ecoavam no mistério da natureza e ao mesmo tempo sua sensibilidade interpretou não só as alegrias mas também as tristezas da vida e luta de sua gente, todo esse cenário foi matizado pela poderosa sonoridade do seu acordeon que cativou corações e mentes, e que agora só poderemos alcançá-lo em suas obras que ficaram para posteridade.
Zé Corrêa faleceu em 09 de abril de 1974, aos vinte e nove anos, em Campo Grande/MS, mas seu legado perdurou e o chamamé continua pulsando no sangue de nosso povo, a cada dia surgem espontaneamente novos acordeonistas buscando seguir os passos deste grande mestre, enfeitiçados por essa magia musical que é o chamamé.

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